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sábado, 29 de outubro de 2011

The New Daughter (2009)

Após a separação, John James e seus filhos se mudam para um antiga casa nos campos da Carolina do Sul. Louisa, sua filha adolescente, insatisfeita com a mudança, começa a apresentar um comportamento cada vez mais estranho. Preocupado com a filha, John decide pesquisar sobre a história do local e acabando descobrindo um passado assustador.

Logo nos primeiros minutos, com o eterno charlatão Kevin Costner em cena, já começava a suspeitar que originalidade não seria o forte do filme. E não foi diferente. O filme tem todos os clichês de um suspense sobrenatural genérico: o misterioso casarão isolado, o pai solteiro tentando conquistar a confiança dos filhos, as luzes que insistem em falhar nos momentos mais inconvenientes... até mesmo a batida conexão com místicos rituais indígenas. Tudo culminando em um clímax de horror e ação, que você sabe que já viu antes em algum lugar.

Sabendo que este filme foi dirigido por Luiso Berdejo, o roteirista do sensacional [rec], não dá pra evitar a decepção. E também levanta a pergunta de o que faz um filme desses na seleção oficial de Sitges. Se você não for exigente demais e estiver em busca só de uma noite de entretenimento simples, o filme pode agradar, só lembre de deixar o volume bem alto, porque o som das partes de tensão, realmente faz a diferença.

Título em português: Possuída

Direção: Luiso Berdejo
Roteiro: John Travis (baseado em conto de John Connolly)
Elenco: Kevin Costner, Ivana Baquero, Samantha Mathis, Gattlin Griffith, Erik Palladino, Noah Taylor, James Gammon, Sandra Ellis Lafferty, Margaret Anne Florence, Christopher Harvey, Brynn Massey, Martin Thompson.
País: Estados Unidos
Duração: 108 min


Veja o trailer do filme aqui.


Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)


Senha[password]: realitefantastique.blogspot.com

domingo, 9 de outubro de 2011

Kaboom (2010)

Smith, um adolescente que se declara "sexualmente indefinido", passa a maior parte do seu tempo na faculdade, na companhia de sua amiga Stella e seu companheiro de quarto, Thor. Estranhos sonhos começam a atormentá-lo e, ao seu redor, surgem pistas de que algo de muito errado está ocorrendo no campus. Em meio a festas, drogas e muito sexo, Smith se envolve em uma conspiração a nível mundial que pode definir o destino do mundo.

Gregg Araki dirige este aqui e, pra muitos, isso já é informação suficiente para saber o que esperar. Para os mais desavisados, Araki (que também dirigiu Mysterious Skin, Totally Fucked Up e Nowhere) costuma se centrar em temas como liberdade sexual, homossexualismo e no erotismo adolescente em geral. E não é diferente aqui. Usando uma estética bastante colorida e tomadas fechadas, o diretor cria um mundo à parte, onde o clima de filme caseiro fica evidente. E é exatamente aí que está minha maior crítica. O enredo absurdo e os efeitos especiais pra lá de filme-C dão um distindo feeling de filme de sátira, porém de forma tão pouco autoconsciente que o humor se perde na maior parte do tempo.

O ponto em que o filme se sobressai mesmo é no tratamento das relações homossexuais, que Araki expõe com uma naturalidade e desinibição ímpares, muito diferentes do tato excessivo - e muitas vezes hipócrita - de Hollywood. Porém, em certos momentos, parece que a trama principal existe apenas para dar suporte às fantasias homoeróticas do diretor. Em todo caso, é um filme absolutamente incomum, tanto pela estética quanto pelo tema, e é fácil de perceber que não é para todos. Uma mescla improvável entre o sci-fi trash e o universo GLS.

Direção: Gregg Araki
Roteiro: Gregg Araki
Elenco: Thomas Dekker, Haley Bennett, Chris Zylka, Roxane Mesquida, Juno Temple, Andy Fischer-Price, Nicole LaLiberte, Jason Olive, James Duval, Brennan Mejia, Kelly Lynch.
País: EUA e França
Duração: 86 min


Veja o trailer do filme aqui.


Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)



Senha[password]: realitefantastique.blogspot.com

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

The Burrowers (2008)


Nos territórios de Dakota, uma família inteira desaparece sem deixar vestígios. O racista e sanguinário capitão da guarda local imediatamente culpa os Sioux como responsáveis pelo ataque. Os homens da região se reúnem para dar início a uma batalha, mas logo fica claro que a ameaça não anda sobre a terra como os índios, e sim abaixo dela.

Misturando elementos clássicos do western, com um clima de tensão e mistério típicos do horror, The Burrowers já chama atenção de imediato pela originalidade. Toda a ambientação e a representação realista dos Estados Unidos em meados do século XIX dão uma impressão de se estar assistindo a um típico filme de época sem grandes pretensões. Mas a trama é levada com cuidado até os momentos finais, onde só então, tudo fica mais claro. Talvez isso possa afastar um pouco aqueles que preferem filmes mais dinâmicos, pois o ritmo é mesmo lento, mas o clímax é de pura tensão.

Pela produção barata e com um lançamento direto-para-DVD, eu esperaria muito menos. Os efeitos especiais não são ruins, mas deixam claro que não é nenhuma superprodução. Não é lá tão marcante, mas é bem divertido, principalmente se você gosta do tema.

Título em português: Escavadores

Direção: J.T. Petty
Roteiro: J.T. Petty
Elenco: Clancy Brown, William Mapother, Doug Hutchison, Jocelin Donahue, Laura Leighton, Sean Patrick Thomas, Karl Geary
País: EUA
Duração: 96 minutos.




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Filme: Megaupload
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Red (2008)

Avery Ludlow está pescando tranquilamente à beira do lago na companhia de seu fiel cachorro Red. Três jovens aparecem repentinamente e intimidam o velho, exigindo dinheiro. Avery tenta contornar a situação oferecendo uns trocados, mas não é o suficiente para Danny, que atira e mata Red a sangue frio. Inconformado com a perda de seu único companheiro e com o descaso da polícia, ele decide fazer justiça com as próprias mãos.

Talvez o roteiro mais simples e direto do festival, mas nem por isso torna o filme genérico. Brian Cox dá uma aula de interpretação no papel do solitário e correto Avery Ludlow. A luta dele pela justiça é entrelaçada pela dor de um passado ainda não esquecido. A lembrança de sua esposa morta e de seu próprio filho problemático dão uma intensidade muito maior a uma história de vingança que poderia simplesmente descambar para a violência gratuita.

Dirigido pelo dinamarquês Trygve Allister Diesen e pelo americano Lucky McKee (sim, o mesmo de May!), o filme estreou no Festival de Sundance e levou o prêmio de melhor ator (Brian Cox) em Sitges. Sem grandes efeitos especiais ou idéias revolucionárias, Red se destaca ao explorar com sutileza a triste história pessoal do protagonista.

Título em português: Rastros de Vingança

Direção: Trygve Allister Diese e Lucky McKee
Roteiro: Stephen Susco (baseado em romance de Jack Ketchum)
Elenco: Brian Cox, Noel Fisher, Kyle Gallner, Shiloh Fernandez, Kim Dickens, Marcia Bennett, Richard Riehle, Tom Sizemore, Ashley Laurence, Robert Englund, Amanda Plummer, Keith Buterbaugh.
País: EUA
Duração: 93 minutos



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Filme: Megaupload
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Surveillance (2008)

Dois agentes do FBI visitam uma pequena cidade do interior dos EUA em busca do responsável por estranhos assassinatos ocorridos nos últimos dias. Na delegacia, interrogam, separadamente, três testemunhas envolvidas no último assassinato. Cada uma delas tem sua versão do que ocorreu. Porém, a verdade é muito mais simples do que imaginam.

Dirigido por Jennifer Chambers Lynch, nada menos que a filha de David Lynch, as expectativas já são altas antes mesmo do filme começar. Felizmente, Jennifer não trilha o caminho mais fácil simplesmente copiando o pai. Ela tenta criar uma identidade própria, o que, de certa forma, consegue, pois o filme venceu o grande prêmio do Festival de Sitges. Com uma trama instigante desde o início, o filme em momento algum se torna tedioso. A diretora consegue manter o clima de mistério e tensão até os últimos minutos, quando tudo é revelado.

Bill Pullman, chamado de última hora para substituir outro ator, dá um show como um dos agentes do FBI. Com personagens pra lá de detestáveis e uma narrativa em flashback que só contribui pro clima de confusão, Surveillance cria uma realidade crua e desesperançosa, mas sem necessariamente recorrer a uma constante violência gráfica gratuita para isso. Sem dúvida, um dos grandes destaques do festival.


Título em português: Sob Controle

Direção: Jennifer Chambers Lynch
Roteiro: Kent Harper e Jennifer Chambers Lynch
Elenco: Bill Pullman, Julia Ormond, Pell James, Mac Miller, Michael Ironside, Ryan Simpkins, Charlie Newmark, Gill Gayle, Shannon Jardine.
País: EUA e Alemanha
Duração: 97 minutos



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Filme: Megaupload
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

May (2002)

May nasceu para ser ignorada pelo mundo. Seu olho "preguiçoso" desde cedo assustava as outras crianças, o que resultou em uma infância solitária e triste. Sua melhor amiga, até mesmo depois de adulta, era a boneca que sua mãe lhe deu e que não poderia jamais ser tirada de dentro da caixa de vidro em que veio. A narrativa direta e objetiva conta a história de uma May crescida que, não tendo aprendido a se relacionar com ninguém quando pequena, sofre ao se apaixonar pelas mãos de um jovem diretor de filmes de horror. Enquanto isso, acompanhamos o seu dia-a-dia comum, tornado bizarro por sua timidez excessiva e seus gostos estranhos.

Até mais da metade do filme, tudo não passa de uma história trágicômica que cativa pela simplicidade das situações que vão ficando, com o tempo, mais tristes e desesperadoras para a protagonista. Definitivamente não é um filme para todos os gostos. Drama, comédia e horror se mesclam de uma maneira sutil e natural. Provavelmente não vai agradar à quem espera um horror cru e ultraviolento, já que mesmo com algumas cenas bem "gore", o filme brilha mesmo por seu tom de fantasia. A diferença é que aqui, apesar do tom leve de alguns momentos, as frustrações e angústias da protagonista são tratados de forma séria, intensificando a sensação de estranheza.

Angela Bettis tem uma atuação primorosa como a problemática May... o que é essencial para a história funcionar. Belos toques como as referências a Argento e a outros temas clássicos do horror; a maneira "descontraída" com que o filme lida com a violência e a solidão; e o final sensacional dão à essa recontagem improvável da história de Mary Shelley, um genuíno status cult. Transpondo regras previamente definidas, é recomendado a todos com um gosto pelo bizarro.

Título em português: May - Obsessão Assassina

Direção: Lucky McKee
Roteiro: Lucky McKee
Elenco: Angela Bettis, Jeremy Sisto, Anna Faris, James Duval, Nichole Hiltz, Kevin Gage, Merle Kennedy, Chandler Riley Hecht, Rachel David, Nora Zehetner, Will Estes, Roxanne Day, Samantha Adams, Brittney Lee Harvey.
País: EUA
Duração: 93 minutos


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Filme: Megaupload
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Night of The Living Dead (1968)

Apesar de ser White Zombie (1932), com Bela Lugosi, quem detém o título de primeiro filme de zumbis, Night of The Living Dead tem um mérito muito maior: definiu todo um subgênero do horror. A pequena produção dirigida por George Romero arrecadou mais de 40 milhões de dólares e estabeleceu as regras para o que viria a ser chamado de zombie apocalypse. Referência básica para os fánaticos do gênero, o filme contou ainda com as não menos lendárias sequências Dawn of The Dead e Day of The Dead, além das recentes Land of The Dead e Diary of The Dead.

Os irmãos Barbra e Johnny vão visitar o túmulo do pai em um cemitério localizado em uma área rural dos EUA. Enquanto Johnny tenta assustar a irmã, uma figura cambaleante se aproxima e os ataca. A partir daí começa a fuga de Barbra. Em meio ao inexplicável caos que rapidamente toma conta da região, os poucos sobreviventes lutam não apenas contra os mortos, mas também entre si mesmos.

Filmado propositalmente em preto-e-branco, o filme faz um grande uso das sombras na criação de uma atmosfera de tensão e medo do desconhecido. Romero, como viria a ser sua marca registrada, se utiliza do horror para tecer comentários sociais. Em uma época de alta tensão política nos EUA, o filme faz paralelos entre o ataque zumbi e a perda da estabilidade social americana. Deixando clara a mensagem: os monstros somos nós mesmos. Além de um grande marco histórico, é um dos filmes mais divertidos dentro do tema. A simplicidade da narrativa e da produção não prejudicam em nada. Pelo contrário, só contribuem ao filme. Na minha opnião, o melhor de Romero.


Título em português: A Noite dos Mortos-Vivos

Direção: George A. Romero
Roteiro: John A. Russo e George A. Romero
Elenco: Duane Jones, Judith O'Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman, Keith Wayne, Judith Ridley, Kyra Schon, Charles Craig, S. William Hinzman, George Kosana.
País: EUA
Duração: 96 minutos


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Filme: Megaupload
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sábado, 18 de julho de 2009

King Kong (1933)

Um dos grandes marcos do cinema fantástico mundial, King Kong bateu todos os recordes anteriores de bilheteria e praticamente salvou a RKO Studios da falência. O filme rendeu várias sequências, adaptações, séries de TV, e ainda dois remakes. Foi também o principal responsável tanto pela onda japonesa dos kaiju (monstros gigantes como Godzilla), quanto pelos filmes americanos de criaturas mutantes durante a época "atômica", nos anos 50.

Em uma obscura ilha do Oceano Índico, Kong, o gorila gigante, vive em constante conflito com outras criaturas pré-históricas e grotescas. Quando Carl Denham, um diretor americano, visita a ilha em busca de um local exótico para seu novo filme, encontra a criatura e logo muda seus planos. Decide capturá-la e exibi-la em Nova Iorque. E, claro, essa acaba sendo uma decisão desastrosa. Fay Wray, a "rainha do grito", representou o grande papel da sua carreira ao ser levada ao topo do Empire State nas mãos do monstro gigante.

Tecnicamente, King Kong também marcou com seus efeitos especiais em stop motion e uso de miniaturas e truques de câmera em diversas cenas. É também lembrado pela trilha sonora de Max Steiner, sendo uma das primeiras trilhas temáticas escritas para um filme falado.

Direção: Merian C. Cooper e Ernest B.
Schoedsack
Roteiro: James Ashmore Creelman e Ruth Rose (baseado em história de Merian C. Cooper e Edgar Wallace)
Elenco: Fay Wray, Robert Armstrong, Bruce Cabot, Frank Reicher, Sam Hardy, Noble Johnson, Steve Clemente, James Flavin
País: EUA
Duração: 105 minutos


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Filme: Megaupload
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terça-feira, 23 de junho de 2009

The Old Dark House (1932)

Durante muito tempo considerado um filme perdido, The Old Dark House só foi relançado ao público depois de 1968. A produção, que conta com a direção de James Whale, foi um tremendo fracasso nos Estados Unidos, recebendo várias críticas negativas e pouco público nos cinemas, que aparentemente não entendiam o sutil humor irônico do diretor. Ainda assim, as críticas modernas são mais favoráveis ao filme, que, na época, só fez sucesso na Inglaterra, terra natal de Whale.

A trama é baseada no romance Benighted, de J. B. Priestley, e se passa no País de Gales. Viajantes, à procura de refúgio de uma tempestade, acabam sendo abrigados na mansão da bizarra família Femm. A situação vai ficando mais surreal e perigosa à medida que novos integrantes da família vão sendo apresentados e o objetivo passa ser apenas sobreviver à noite. Boris Karloff mais uma vez estrela em uma produção da Universal, que conta também com a participação de Ernest Thesiger (o dr. Pretorius de Bride of Frankenstein).

Direção: James Whale
Roteiro: Benn W. Levy
Elenco: Boris Karloff, Melvyn Douglas, Charles Laughton, Lilian Bond, Ernest Thesiger, Eva Moore, Raymond Massey, Gloria Stuart, Elspeth Dudgeon, Brember Wills.
País: EUA
Duração: 71 minutos


Assista a trecho do filme aqui


Filme: Megaupload
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sábado, 20 de junho de 2009

Freaks (1932)

Aos dezesseis anos, Tod Browning realizou o sonho de muitos jovens do mundo: fugiu com o circo que visitava sua cidade. Durante anos, viveu na companhia dos mais exóticos personagens. Ele mesmo personificou desde palhaços a "mortos-vivos", espetáculo em que era enterrado vivo e permanecia dentro de um caixão durante 24 horas. Essa experiência pessoal serviu de inspiração para seu maior trabalho, Freaks, que já era planjeado há quatro anos. Depois do sucesso absoluto de Dracula, o diretor conseguiu carta branca da MGM para iniciar a produção.

Exigindo desde o início atores com deformidades físicas reais, Tod Browning deu um realismo incomum à um mera história de vingança. A trama - baseada em conto de Tod Robbins - fala sobre o relacionamento de uma musa trapezista e um anão, após o mesmo receber uma imensa herança. Depois de realizado o casamento, a trapezista é aceita entre os "freaks" como parte do grupo. Só então ela deixa transparecer sua repugnância pela aparência das atrações circences e seu real amor por outro. A vingança dos traídos, então, é executada da forma mais cruel possível.

Cerca de trinta minutos do filme tiveram que ser cortados devido ao terrível choque causado aos expectadores. Hoje em dia, apenas pouco mais de 1 hora restou do filme e ainda assim percebe-se o quão à frente do tempo ele se mostrava. A recepção foi tão negativa que Browning, no alto de sua carreira antes dessa produção, teve grandes dificuldades de achar trabalho depois dela. Acusado por muitos de explorar as deficiências físicas dos atores como forma de atrair atenção, Browning, deixa claro no filme exatamente o oposto. Ele humaniza as pessoas que muitos viam como monstros e mostra que as verdadeiras "aberrações" as quais o título se refere são a bela trapezista e seu amante, que ridicularizam e enganam a todos. Absolutamente essencial.

Título em português: Monstros

Diretor: Tod Browning
Roteiro: Tod Robbins
Elenco: Wallace Ford, Leila Hyams, Olga Baclanova, Roscoe Ates, Henry Victor, Harry Earles, Daisy Earles, Rose Dione, Daisy Hilton, Violet Hilton, Schlitze, Josephine Joseph, Johnny Eck, Frances O'Connor, Peter Robinson.
País: EUA
Duração: 64 minutos


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Filme: Megaupload
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Repo! The Genetic Opera (2008)


Uma mistura de vários gêneros cinematográficos, a ópera-rock Repo! tem uma proposta das mais interessantes. O filme se passa num futuro distópico, onde uma epidemia que causa falência de órgãos mata milhões de pessoas. O caos se forma e as ruas ficam cheias de corpos. Então surge a corporação GeneCo, comandada pela poderosa família Largo, que financia órgãos. Além disso, a empresa vende uma anestesia viciante fabricada com uma substância retirada de cadáveres, o Zydrate, que é pirateado por ladrões de covas. Porém, se os órgãos transplantados não forem pagos, a GeneCo manda um Repo Man buscá-los de volta e ele não fará isso com meios muito cirúgicos. A personagem principal é uma menina de 17 anos que vive presa em casa por causa de sua doença e a super proteção de seu pai e que está relacionada a todo esse mundo obscuro da GeneCo de alguma forma.


O enredo do filme parece bem complicado no início. A forma que eles usaram para explicar essas confusões e conexões é uma espécie de graphic novel feita pelo proprio criador e ator do filme, mesmo assim a história fica com alguns buracos. O filme conta com cenas bem slasher quando o homem Repo vai atrás de suas vítimas. As músicas do filme são boas, tirando o fato de que insistem que atores cantem na maior parte do tempo, o que gera algumas canções meio sem graça. A personagem principal, interpretada por Alex Vega (Spy Kids), é um tanto irritante, com personalidade do tipo Avril Lavigne, e é a mais carente de talentos vocais do elenco, mas talvez fosse essa a proposta. Repo! também conta com a participação de Sarah Brightman, que canta maravilhosamente e a inesperada presença de Paris Hilton. O visual do filme é muito interessante e vale a pena conferir.


Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Darren Smith, Terrance Zdunich
Elenco: Alexa Vega, Paul Sorvino, Anthony Head, Sarah Brightman, Paris Hilton, Bill Moseley, Nivek Ogre, Terrance Zdunich, Sarah Power
País: EUA
Duração: 98 minutos


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Filme: Megaupload
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terça-feira, 16 de junho de 2009

Dracula (1931)


Quase dez anos depois da primeira versão para o cinema do clássico livro de Bram Stock, a Universal lança esta que seria uma das suas maiores pérolas. Diferentemente do alemão Nosferatu, o filme foi totalmente autorizado pelo autor. Lon Chaney, estrela de várias outras adaptações da Universal, seria chamado para interpretar Drácula, mas o papel acabou nas mãos do até então pouco conhecido Béla Lugosi. O ator já havia interpretado o vampiro em uma peça na Broadway anos antes, portanto foi uma escolha segura da produtora (apesar de contestada por muitos) e, como os anos seguintes provariam, bastante acertada. Seu pesado sotaque húngaro acabaria lendário, sendo para sempre associado à figura do maior vampiro do cinema.

A direção ficou por conta de Tod Browning, já conhecido por seus filmes mudos de horror (The Unholy Three, The Unknown). Aliás, esse período de transição do cinema mudo para o falado é facilmente notado neste filme, evidenciado pelas interpretações muitas vezes exageradas. O roteiro é baseado mais na peça da Broadway, escrita por Hamilton Deane e John L. Balderston, do que no livro em si. Essa, por sua vez, faz diversas alterações na história original, mas mantém as personagens e a linha narrativa básica. Na noite de Walpurgis, Reinfeld encontra-se com Drácula em seu castelo, nos montes Cárpatos. No dia seguinte, ambos embarcam em um navio rumo à Londres. Ao chegar em Londres, a tripulação do navio encontra-se morta e Reinfeld louco. Drácula está à solta pelas ruas da cidade.

O filme ganharia diversas sequências, porém Lugosi só voltaria a interpretar Drácula na comédia Abbott And Costello Meet Frankenstein, de 1948, sendo esse seu último filme de grande porte. Ainda assim, o ator se tornou um ícone do horror, sendo constantemente chamado para interpretar vilões. Sua versão de Drácula é, para muitos ainda hoje, a melhor reencarnação do vampiro nas telas de Hollywood.

Direção: Tod Browning
Roteiro: Garrett Fort
Elenco: Béla Lugosi, Helen Chandler, David Manners, Dwight Frye, Edward van Sloan, Herbert Bunston, Frances Dade, Joan Standing, Charles K. Gerrard.
País: EUA
Duração: 75 minutos


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segunda-feira, 15 de junho de 2009

The Wizard of Oz (1939)


O livro infantil The Wonderful Wizard of Oz de L. Frank Baum inspirou varias adaptações, entre elas a mais marcante foi o filme de 1939 dirigido por Victor Fleming. O filme começa em sépia. A menina Dorothy, interpretada por Judy Garland, mora numa fazenda com sua tia Em e seu tio Henry quando um dia uma enorme tempestade surge. Dorothy se abriga dentro da casa, mas a janela do quarto bate em sua cabeça, deixando-a desacordada na cama. Quando Dorothy acorda, ela percebe que a casa está voando dentro do ciclone. A casa "pousa" no chão e então Dorothy, junto de seu cãozinho Toto, abre a porta para um novo mundo. O filme então se transforma do sépia para totalmente colorido. Quando a menina se admira com a aparência do lugar surge a famosa frase: "Toto, I've a feeling we're not in Kansas any more".

Com todos os personagens incriveis, cores, musicas e efeitos especiais esse filme foi uma grande marca na história do cinema e é, talvez, um dos filmes com mais referências dentro da cultura pop. Mesmo com diversos erros técnicos facilmente notáveis - como a fumaça que aparece antes mesmo da Bruxa entrar em sua marca, cordas visíveis por todos os cantos, entre outros - os efeitos do filme foram muito avançados para a época. Para a filmagem em technicolor todas as cores tinham que ser exageradas para aparecerem e era necessário que usassem tanta luz que o calor do estúdio podia chegar a quase 40ºC.

O filme foi premiado com o Oscar de melhor canção original, por Over The Rainbow, e de melhor trilha sonora. Um verdadeiro clássico, quem ainda não o viu com certeza ficará de fora de muitas piadas de Hollywood.


Título em português: O Mágico de Oz

Direção:Victor Fleming
Roteiro: Noel Langley, Florence Ryerson, Edgar Allan Woolf
Elenco: Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley, Billie Burke, Margaret Hamilton, Charley Grapewin, Pat Walshe, Clara Blandick, Terry, The Singer Midgets.
País: EUA
Duração: 101 minutos


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domingo, 14 de junho de 2009

The Invisible Man (1933)


Baseado no romance de mesmo nome de H.G. Wells, lançado em 1897, o filme continua a tradição da Universal de filmar os clássicos do horror e da ficção científica. James Whale, responsável pela direção de Frankenstein anos antes, marca mais uma vez com The Invisible Man, merecendo uma recomendação especial no Festival de Veneza. O inglês Claude Rains faz sua estréia em solo americano interpretando o Dr. Jack Griffin, que ao descobrir o segredo da invisibilidade acaba enlouquecendo. Originalmente dado a Boris Karloff, Rains ganhou o papel depois de um desentendimento salarial de Karloff com o produtor Carl Laemmle Jr.. Claude Rains aparece na maior parte do tempo ou sob bandagens ou apenas como uma voz sem corpo. Mesmo assim, sua carreira deslanchou após o filme, chegando a receber quatro indicações ao Oscar nos anos seguintes.

Inovador em seus efeitos especiais, o filme passou anos em produção. O grande problema, a exemplo de outras adaptações de livros para o cinema, era com seu roteiro. Diversos tratamentos diferentes foram dados a história, indo desde uma ambientação russa a uma ficção espacial. Felizmente, a versão de R.C. Sherriff foi aceita e é lembrada como uma das mais fiéis ao livro dentre os clássicos da Universal dessa época. H.G. Wells, apesar de insatisfeito com o tratamento dado ao personagem principal, aprovou a obra.

Título em português: O Homem Invisível

Direção: James Whale
Roteiro: R.C. Sherriff, Preston Sturges, Philip Wylie
Elenco: Claude Rains, Gloria Stuart, William Harrigan, Henry Travers, Una O'Connor, Forrester Harvey, Holmes Herbert, E.E. Clive, Dudley Digges.
País: EUA
Duração: 71 minutos

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (2007)


Seguindo o curso comum de um filme musical, a história de Sweeney Todd começa como um livro escrito no século XIX, do qual várias adaptações para o cinema mudo são feitas. Nos anos seguintes, um musical da Broadway com mesmo nome e mais adaptações. O filme de Tim Burton, lançado em 2007, é baseado fielmente no musical.

O filme começa com o barbeiro Benjamin Barker, agora chamado Sweeney Todd, chegando em Londres muitos anos após seu exílio. Acompanhado pelo mocinho Anthony, Todd conta a história trágica de como foi exilado por um juíz chamado Turpin. Os dois se despedem e Sweeney Todd vai a loja da viúva Mrs. Lovett, que conta o terrível destino da esposa de Benjamin Barker: ela se matou com arsênico após sofrer abusos do inescrupuloso juíz Turpin. Irado, Todd se revela e busca vingança. Com a ajuda de Lovett, o barbeiro usa de seu ofício para matança, tendo Turpin como o alvo principal. Enquanto isso, Mrs. Lovett faz tortas com a carne das vítimas. O mocinho, Anthony, se apaixona por Johanna, protegida de Turpin, e que é, na verdade, filha do antigo Benjamin Barker. Ele decide livrar a menina de seu confinamento cruel.

A direção de arte do filme é incrivel (como em todos os filmes de Tim Burton), sendo esse o maior trunfo desse trabalho, ganhando inclusive um Oscar nesse mérito. Os papéis de Sweeney Todd e Mrs. Lovett interpretados por Johnny Depp e Helena Bonham Carter não poderiam ser melhor interpretados por outros atores. A parte musical ganhou um tom mais sombrio e praticamente todas as vozes foram transpostas tons acima, o que fica muito marcado no canto de Jane Wiesener, que faz o papel de Johanna, que chega a agudos extremos. A parte do mocinho é a mais fraca, com a musica mais clichê de todas, dedicada a Johanna, mas esse é o papel meloso que é destinado aos mocinhos. Com certeza é um filme que vale a pena ser visto e revisto.

Título em português: Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Direção: Tim Burton
Roteiro: John Logan
Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rockman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen, Jamie Campbell Bower, Laura Michelle Kelly, Jayne Wiesener, Ed Sanders.
País: EUA e Reino Unido
Duração: 116 minutos


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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1931)


Baseado na obra de Robert Louis Stevenson intitulada Strange Case of Dr. Jekyll And Mr Hyde, de 1886, esta já seria a sexta adaptação para o cinema do clássico literário do horror. Aproveitando a onda de sucesso das adaptações do gênero da Universal, a Paramount marcou época com esta produção. O filme acabaria rendendo a Fredric March o oscar de melhor ator por sua interpretação do médico.

Sem dúvida, uma das partes mais marcantes do filme é a transformação do médico em monstro. A cena fez uso de uma elaborada técnica de filtros coloridos e pesada maquiagem para mostrar, em frente as câmeras, a metamorfose monstruosa. Contando com a sorte de ser lançado logo antes da instalação do código de censura estadunidense, o filme pode ser visto, na íntegra, com todas as nuâncias sexuais de Miriam Hopkins, que interpreta a prostituta. Lançado três anos antes de Werewolf of London, a obra é tida como uma das grandes responsáveis pelo fracasso do primeiro filme de lobisomens da Universal, devido à similariedade dos dois.


Título em português:
O Médico e O Monstro

Direção: Rouben Mamoulian
Roteiro: Samuel Hoffenstein, Percy Heath
Elenco: Fredric March, Miriam Hopkins, Rose Hobart, Holmes Herbert, Edgar Norton.
País: EUA
Duração: 98 minutos


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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Teeth (2007)


Dawn O’Keefe é uma colegial e parte de um grupo de jovens cristãos unidos pela abstinência sexual. O que ela ainda não sabe, é que ela na verdade tem um trauma causado por uma experiência infantil com a sua "vagina dentata". Posteriormente, Dawn terá uma experiência sexual com um garoto do mesmo grupo, que a leva para uma caverna à beira de um lago. A menina fica confusa e nervosa e pede para ele parar, mas o garoto força-se para dentro de Dawn. Obviamente, um desastre acontece.


O resto do roteiro vai bem e entretém. O filme lida com uma idéia de evolução. Os dentes da vagina da garota seriam uma evolução da mulher, um mecanismo de defesa contra estupros, pois só são ativados quando a relação não é consensual. Mais tarde, quando ela fica mais consciente de seu "dom", os dentes são ativados por sua vontade propria. Idéia, claro, completamente fantasiosa sobre evolução humana. Outra idéia irreal é o personagem do irmão postiço de Dawn: ele faz o completo vilão-malvado-revoltado-roqueiro-violento e tem dos sentimentos mais estranhos por sua meia-irmã.


O filme foi prestigiado no festival de Sundance com o Grande Prêmio do Juri para a atriz principal Jess Weixler. Misturando horror e comédia, com certeza é um filme divertido e inovador.



Título em português: A Vagina Dentada


Diretor: Mitchell Lichtenstein
Roteiro: Mitchell Lichtenstein
Elenco: Jess Weixler, John Hensley, Josh Pais, Hale Appleman, Lenny Von Dohlen, Vivienne Benesch, Ashley Springer, Julia Garro, Nicole Swahn, Adam Wagner, Doyle Carter.
País: EUA
Duração: 94 minutos


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Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)

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The Wolf Man (1941)

Mesmo não sendo o primeiro filme da Universal sobre lobisomens e não tendo tanto prestígio imediato quanto outros monster movies da época, The Wolf Man foi muito mais bem-sucedido que seu antecessor, Werewolf of London, lançado 6 anos antes. Interpretado por Lon Chaney, Jr., um dos maiores ícones do cinema de horror, a criatura usa o mesmo conceito explorado no filme anterior: é bípede e se assemelha muito mais a um homem peludo do que a um lobo, como dita a lenda. Aliás, o maior feito do filme foi criar uma mitologia que ficou mais marcada no imaginário popular do que aquela que lhe deu origem. O uso da prata contra lobisomens e a transformação associada a lua cheia foram idéias criadas exclusivamente para o filme e que hoje já parecem "tradicionais".

O roteiro, ao contrário da maioria dos antigos lançamentos da Universal, não é baseado em nenhum conto ou livro e foi criado originalmente para o filme. A história se passa no País de Gales, para onde Larry Talbot viaja depois da morte do seu irmão. Lá, ao visitar um acampamento cigano, ele acaba sendo mordido pelo que acredita ser um lobo, porém logo descobre a verdade. Béla Lugosi, ainda em alta, também aparece no filme como o cigano licantropo chamado ahn... Bela.

Ah, e fiquem de olho que esse ano sai uma remake desse filme com Anthony Hopkins e Benicio del Toro, dirigido por Joe Johnston (Jumanji, The Rocketeer, Honey I Shrunk The Kids).

Título em português: O Lobisomem

Direção: George Waggner
Roteiro: Curt Siodmak
Elenco: Lon Chaney Jr., Béla Lugosi, Claude Rains, Warren William, Ralph Bellamy, Patric Knowles, Maria Ouspenskaya, Evelyn Ankers.
País: EUA
Duração: 70 minutos


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Filme: Megaupload
(legendas em portugês PT-BR inclusas)

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Bride of Frankenstein (1935)


Apesar de uma sequência ter sido planejada desde 1931, data do lançamento de Frankenstein, ela demorou cerca de quatro anos para ver a luz do dia, muito em parte devido às constantes recusas do diretor James Whale em aceitar os roteiros que lhe eram dados, mas toda essa demora e preciosismo de Whale valeram a pena. Em 22 de Abril de 1935, Bride of Frankenstein estreava nos cinemas americanos, recebendo, desde então, críticas positivas. Apesar da maioria ainda analisar o filme dentro da ótica do gênero de horror, com o tempo o filme foi ganhando reconhecimento fora do gênero e hoje em dia é lembrado como um dos grandes filmes da década de 30, reconhecido pela Time como um dos 100 melhores filmes de todos os tempos.

Boris Kaloff e Colin Clive reprisaram seu papeis como criatura e criador, respectivamente. E, apesar da reprovação inicial de Karloff, a idéia de fazer o monstro falar foi aprovada por James Whale. O roteiro faz uso de um episódio do livro original onde o Dr. Henry Frankenstein constrói uma companheira para o monstro, mas a destrói antes mesmo de trazê-la a vida. No filme, incentivado pelo velho mentor de Henry Frankenstein, Dr. Septimus Pretorius, o monstro força o doutor a criar uma noiva para si ou mataria a própria noiva de Henry Frankenstein, caso contrariado. Originalmente entitulado The Return of Frankenstein, o título acabou mudando antes de ser lançado, contribuindo para a confusão popular de que Frankenstein é o nome do monstro e não do cientista que o criou.

Título em português: A Noiva de Frankenstein

Direção: James Whale
Roteiro: William Hurlbut
Elenco: Boris Karloff, Colin Clive, Valerie Hobson, Ernest Thesiger, Elsa Lanchester, Una O'Connor.
Música: Franz Waxman
País: EUA
Duração: 75 minutos


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Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Frankenstein (1931)

Apenas nove meses depois do lançamento de Dracula, um dos marcos do horror da Universal Pictures, é lançado Frankenstein. Baseado no livro de Mary Shelley, foi dirigido por James Whale, que viria a ficar conhecido por seus filmes de terror (The Old Dark House, The Invisible Man, Bride of Frankenstein).

Na verdade, o filme é mais inspirado do que baseado no livro, já que existem mais diferenças do que semelhanças no roteiro, mas isso não impediu que ele se tornasse em um dos clássicos do gênero. Originalmente oferecido à Béla Lugosi, no auge de sua fama pós-Drácula, o papel do monstro ficou imortalizado por Boris Karloff, que voltaria a interpretá-lo nas sequências Bride of Frankenstein e Son of Frankenstein.

Direção: James Whale
Roteiro: Francis Edward Faragoh, Garrett Fort
Elenco: Boris Karloff, Mae Clarke, Colin Clive, John Boles, Edward van Sloan, Frederick Kerr, Dwight Frye, Lionel Belmore, Marilyn Harris.
País: EUA
Duração: 71 minutos

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Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)