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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Wir Sind Die Nacht (2010)

"We Are The Night"

Três belas vampiras assombram o submundo de Berlim. A líder do trio, Louise, procura há seculos por seu amor perdido nas ruas das grandes cidades. Por um acaso, Lena, uma jovem criminosa, cruza o caminho delas e Louise logo se apaixona. Mas o novo quarteto começa a despertar a atenção da polícia local, que passa a investigar mais a fundo os estranhos casos de violência que vem ocorrendo nas noites da metrópole.

Dennis Gansel, mais conhecido por ter dirigido o interessante Die Welle, volta com uma pegada diferente para um tema que tem sido usado à exaustão nos últimos anos. Seguindo o que parece ser uma tendência do festival, o filme também lida com questões de gênero e sexualidade. Segundo a mitologia do filme, não existem homens vampiros. As mulheres se ergueram contra a dominação masculina e mataram todos, tornando uma lei nunca transformar homens. Uma pena que a originalidade acabe aí, o roteiro é muito cheio de furos e, quando finalmente toma um rumo, perde totalmente a inspiração e termina cheio de clichês. A total falta de um desenvolvimento coerente das personagens também incomoda bastante.

De qualquer forma, a produção é ótima e o estiloso visual de uma Berlim sombria e luxuosa também acerta em cheio. Com mais de ousadia, e uma trama melhor elaborada, este filme poderia ser marcante. Ainda assim, é uma opção válida pra quem não consegue passar muito tempo sem sua dose de vampiros.

Título em português: As Donas da Noite

Direção: Dennis Gansel
Roteiro: Jan Berger e Dennis Gansel
Elenco: Karoline Herfurth, Nina Hoss, Jennifer Ulrich, Anna Fischer, Max Riemelt, Arved Birnbaum, Steffi Kühnert, Jochen Nickel, Waléra Kanischtscheff.
País: Alemanha
Duração: 100 min.


Veja o trailer do filme aqui.


Filme: Megaupload


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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Black Death (2010)

No ano de 1348, a peste bubônica arrasava a Inglaterra. Dezenas morriam diariamente em meio à sujeira e pobreza das vilas. Osmund (Eddie Redmayne) é um jovem monge que mantém uma relação amorosa secreta com uma garota fora do monastério. Quando guerreiros, enviados do bispo, aparecem na cidade procurando um guia para levá-los à uma vila de necromantes e bruxas, Osmund vê sua chance de reencontrar sua amada. Porém, acaba envolvido em um confronto violento entre cristãos e pagãos.

Apesar da pretensa ambientação histórica, o filme em nenhum momento passa realmente uma sensação de exatidão quanto a isso. Funciona muito melhor como um pequeno conto de fantasia medieval do que realmente como um drama histórico. Isso não quer dizer que a produção não esteja à altura. A bela fotografia e a violência excessivamente gráfica dos combates, dão credibilidade a obra. Aliás, a presença de Sean Bean parece obrigatória nos filmes do gênero, ultimamente.

A trama, que a princípio parece tomar caminhos nada originais de "soldados de Deus vs. pagãos malígnos" se torna mais difusa no seu decorrer. A idéia cristã, da violência justificada pela salvação, se perde ao notar-se que o fanatismo religioso de ambos os lados só traz crueldade e morte. É uma pena que o diretor não optou por desenvolver tanto as questões éticas e se ateve, em grande parte do filme, a um conflito maniqueísta. Mas mesmo tomando-se o filme apenas pelo que ele é, uma obra simples e direta, ele ainda agrada.

Título em português: Morte Negra

Direção: Christopher Smith
Roteiro: Dario Poloni
Elenco: Sean Bean, Kimberley Nixon, Eddie Redmayne, Carice van Houten, David Warner, Johnny Harris, Tim McInnerny, Emun Elliott, John Lynch, Andy Nyman, Tygo Gernandt.
País: Alemanha
Duração: 98 min


Veja o trailer legendado do filme aqui.


Filme: Parte1 e Parte2
(legendas em português PT-BR inclusas)


OBS: é necessário baixar as duas partes!


Senha[password]: realitefantastique.blogspot.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Surveillance (2008)

Dois agentes do FBI visitam uma pequena cidade do interior dos EUA em busca do responsável por estranhos assassinatos ocorridos nos últimos dias. Na delegacia, interrogam, separadamente, três testemunhas envolvidas no último assassinato. Cada uma delas tem sua versão do que ocorreu. Porém, a verdade é muito mais simples do que imaginam.

Dirigido por Jennifer Chambers Lynch, nada menos que a filha de David Lynch, as expectativas já são altas antes mesmo do filme começar. Felizmente, Jennifer não trilha o caminho mais fácil simplesmente copiando o pai. Ela tenta criar uma identidade própria, o que, de certa forma, consegue, pois o filme venceu o grande prêmio do Festival de Sitges. Com uma trama instigante desde o início, o filme em momento algum se torna tedioso. A diretora consegue manter o clima de mistério e tensão até os últimos minutos, quando tudo é revelado.

Bill Pullman, chamado de última hora para substituir outro ator, dá um show como um dos agentes do FBI. Com personagens pra lá de detestáveis e uma narrativa em flashback que só contribui pro clima de confusão, Surveillance cria uma realidade crua e desesperançosa, mas sem necessariamente recorrer a uma constante violência gráfica gratuita para isso. Sem dúvida, um dos grandes destaques do festival.


Título em português: Sob Controle

Direção: Jennifer Chambers Lynch
Roteiro: Kent Harper e Jennifer Chambers Lynch
Elenco: Bill Pullman, Julia Ormond, Pell James, Mac Miller, Michael Ironside, Ryan Simpkins, Charlie Newmark, Gill Gayle, Shannon Jardine.
País: EUA e Alemanha
Duração: 97 minutos



Veja o trailer do filme aqui


Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)



Senha: realitefantastique.blogspot.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Faust - Eine Deutsche Volkssage (1926)

Friedrich Wilhem Murnau (Nosferatu, Der Letzte Mann), um dos mestres do expressionismo alemão, assina mais uma obra que marcou o cinema mudo. Baseado tanto em tradições foclóricas, quanto na obra de Goethe, o filme mescla humor, drama e suspense ao contar a história de uma disputa entre o Paraíso e o Inferno. Mephisto, que representa o mal, faz uma aposta com um anjo: se conseguir corromper a alma de um homem honesto, o Inferno terá domínio sobre a Terra. Mephisto então lança uma praga em uma pequena vila medieval, onde Faust vive. Decidido a salvar a vila da epidemia, Faust faz um acordo com o demônio e acaba sendo seduzido pelos prazeres oferecidos por Mephisto.

Apesar de não ter o mesmo reconhecimento que de outras obras do movimento expressionista, é em Faust que Murnau mostra todo seu talento. Um visual épico e artístico inovador marcam essa que seria a maior produção alemã até o momento. Faust custou 2 milhões de marcos e levou cerca de seis meses para ser filmado. No auge de sua carreira, Murnau teve completa liberdade de criação, o que resultou em um raro preciosismo nas filmagens. Ao todo foram feitas cinco versões diferentes do filme, com cenas, ritmos e edições diferentes. Cada uma delas era direcionada a um mercado específico (Alemanha, Estados Unidos, França...).

Para aqueles que conhecem apenas Nosferatu ou Das Cabinet des Dr. Caligari, esse filme é essencial. Em termos de produção técnica ultrapassa até esses grandes pilares do cinema mudo alemão.

Título em português: Fausto

Direção: F.W. Murnau
Roteiro: Gerhart Hauptmann e Hans Kyser (inspirados nas peças de Goethe e Christopher Marlowe)
Elenco: Gösta Ekman, Emil Jannings, Camila Horn, Frida Richard, William Dieterle, Yvette Guilbert, Eric Barclay, Hanna Ralph, Werner Fuetterer.
País: Alemanha
Duração: 106 minutos.


Assista ao trailer do filme aqui


Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)

Senha: realitefantastique.blogspot.com

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Vampyr - Der Traum des Allan Gray (1932)

Obra-prima do mestre dinamarquês Carl Theodor Dreyer, conta a história de Allan Gray, um viajante que se hospeda em um pequeno hotel no campo. No meio da noite, Allan é supreendido por um estranho velho que entra em seu quarto para lhe entregar uma mensagem enigmática: "ela não deve morrer". Já na primeira cena percebe-se o clima gótico e tenso, com personagens incomuns e imagens pertubadoras que evocam uma paisagem de pesadelo surreal. O ritmo, como não poderia deixar de ser, é lento e se adequa à proposta geral do filme. Uma trilha sonoro clássica que beira à melancolia completa o cenário. Apesar da sensação típica de filme mudo, o trabalho de câmera é bem inovador. Ela vai "flutuando" pelos cenários interiores, dando um dinamismo inesperado e muito bem-vindo à obra.

A história, inspirada no romance Carmilla, de Le Fanu, é simples e diz respeito a um vampiro fantasmagórico e seus ajudantes. É contada muito mais visualmente do que através de diálogos, reforçando o sutil clima de mistério e incertezas. Aliás, as falas são tão esparsas (e, às vezes, até de caráter puramente fonético) que seria possível ver o filme sem legendas que não comprometeria em nada o entendimento da trama.

A investigação feita pelo jovem viajante é entrecortada pela leitura de um antigo diário que, aos poucos, explica a mitologia vampírica em que se baseia a história. Cenas como o inquietante sonho de seu próprio funeral e o velho com sua imensa foice tocando um sino, são muito mais efetivas e assustadoras do que boa parte das exploradas pelo "cinema de susto" de hoje em dia. Simplesmente incrível, não dá pra ficar muito melhor que isso.

Título em português: O Vampiro

Direção: Carl Theodor Dreyer
Roteiro: Carl Theodor Dreyer e Christen Jul (inspirado no livro Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu)
Elenco: Julian West, Maurice Schutz, Rena Mandel, Sybille Schmitz, Jan Hieronimko, Henriette Gérard, Albert Bras, N. Babanini, Jane Mora.
País: França e Alemanha
Duração: 75 minutos


Assista a trechos do filme aqui


Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)

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domingo, 19 de julho de 2009

Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (1922)

Nove anos antes do lançamento do Dracula da Universal, um pequeno estúdio alemão produz a primeira grande versão cinematográfica da obra de Bram Stoker. Complicações com a obtenção dos direitos autorais levaram a produção a fazer alterações em todos os nomes dos personagens. Assim, Conde Drácula vira Graf Orlok e "vampiros" tornam-se "nosferatus".

Henrik Galeen, responsável por outros roteiros de clássicos do expressionismo alemão como Der Golem e Der Stundent von Prag, teve a árdua tarefa de adaptar a obra. Apesar da trama, em sua essência, ser bem fiel ao livro, personagens segundários como Van Helsing foram deixados de lado. Mas, sem dúvida alguma, o toque mais marcante está na própria concepção do vampiro. Diferentemente da visão charmosa e sedutora que ficou marcada nos filmes seguintes do Drácula (principalmente com Bela Lugosi e Christopher Lee), aqui o conde é uma criatura decididamente repugnante, com feições de roedor e longos dedos. Max Schreck conquistaria uma legião de fãs com sua original e assustadora interpretação do conde.

Dirigido pelo lendário F.W. Murnau (Faust, Der Letzte Mann), o filme alcançou não apenas o sucesso da crítica como também a atenção da viúva de Bram Stoker. Florence Stoker processou o estúdio por violação dos direitos autorais da obra do marido e venceu, fazendo com que boa parte das cópias existentes do filme fossem destruídas e levando o Prana Film à falência. Felizmente, a obra sobreviveu ao ataque e, com o passar dos anos, passou de um filme perdido a uma obra em domínio público. Hoje é tida como um das jóias do cinema mudo expressionista e, possivelmente, a melhor adaptação já feita do romance de Bram Stoker.

Direção: F.W Murnau
Roteiro: Henrik Galeen
Elenco: Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schröder, Alexander Granach, Georg H. Schnell, Ruth Landshoff, John Gottowt, Gustav Botz, Max Nemetz.
País: Alemanha
Duração: 94 minutos


Assista ao trailer do filme aqui


Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)


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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Das Cabinet des Dr. Caligari (1920)

Lançado há quase um século atrás, Das Cabinet des Dr. Caligari permanece, ainda hoje, como um dos marcos do cinema expressionista alemão. O filme conta a história do estranho Dr. Caligari e seu companheiro sonâmbulo chamado Cesare. Ambos chegam à pequena vila alemã de Holstenwall, onde se apresentam em uma feira local sob a premissa de que Cesare - que dorme em uma pequeno caixão - acordará depois de décadas e responderá a qualquer pergunta que o façam acerca do futuro. A apresentação acaba sendo relacionada com os suspeitos assassinatos que ocorreram no mesmo dia pela cidade e a estranha dupla começa a ser investigada pelas autoridades do lugar.

Visto por boa parte da crítica como um dos filmes mais revolucionários e artísticos da época, a obra foi responsável por um novo direcionamento das produções do gênero não só na Alemanha, país onde foi produzido, mas no mundo todo. Causou ainda grandes controvérsias. Principalmente nos Estados Unidos, onde foi aclamado por especialistas devido a sua originalidade, mas recebido com repúdio por boa parte do público em geral. Não só pela estética incomum que possui, mas por se tratar de um trabalho de um país "inimigo", já que as tensões da primeira Guerra Mundial ainda não estavam esquecidas. Aliás, diversas análises do período relacionam a estética expressionista de distorções e ambientações que parecem saídas de pesadelos com o sentimento de terror e desilusão do pós-guerra.

O design macabro da produção, foi feito por pintores alemães, que juntamente com os criadores do filme, buscavam alcançar uma nova forma de narrativa visual, que fazia uso de cenários com ângulos tortos, proporções distorcidas e intensos jogos de luz e sombra. Em alguns momentos, até mesmo as sombras eram pintadas no cenário. Essa característica visual é uma das coisas que mais chamam atenção no filme e foi criada para evocar uma sensação de surrealismo e estranheza. O uso de algumas perspectivas incomuns também renderam certas associações com o cubismo, movimento artístico em voga na época. Por ser um filme mudo, as atuações são típicamente exageradas, criando um clima teatral dramático bem característico do período. Os espaços são completados por uma trilha sonora clássica não menos intensa, que acompanha o espetáculo visual. Decididamente, um dos maiores filmes de todos os tempos, dentro do gênero. Clássico obrigatório.

Título em português: O Gabinete do Dr. Caligari

Direção: Robert Wiene
Roteiro: Hans Janowitz e Carl Meyer
Elenco: Werner Krauss, Conrad Veidt, Friedrich Feher, Lil Dagover, Hans Heinrich von Twardowski, Rudolf Lettinger.
País: Alemanha
Duração: 71 minutos

Assista ao trailer do filme aqui

Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)

Senha: realitefantastique.blogspot.com