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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Kokuhaku (2010)

"Confessions"

Uma professora de colegial descobre que dois de seus alunos são os responsáveis pela morte da filha de sua filha de 4 anos. Sedenta por vingança, ela põe em prática um plano para destruir a vida desses jovens sem ter que matá-los.

O filme é dividido em uma série de confissões a partir do ponto de vista de cada personagem. Isso, além de explicar detalhadamente as motivações de cada um envolvido na trama, dá uma bela margem para reviravoltas, já que os fatos vão sendo revelado aos poucos. E reviravoltas não faltam mesmo. A crueldade e frieza dos personagens beira o absurdo, com aquele certo exagero típico dos mangás. Quando a vingança é enfim finalizada, não deixa uma sensação de justiça feita como estamos acostumados em filmes do tipo, e sim de uma falta de esperança e a certeza de que o ódio só gera mais ódio, em uma escala cada vez maior.

A tensão presente em cada momento do filme é tornada ainda mais evidente através da beleza visual com que ela é apresentada. Abusando de slow-motion e belíssimas tomadas dramáticas, por vezes parece que estamos assistindo a uma longa sequência de videoclipes, em vez de um longametragem. A excelente trilha sonora conta com nada menos que Boris, Radiohead, The XX, entre outros... e contribui de maneira única para a intensidade da obra. Não é a toa que foi a escolha japonesa para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro esse ano. Altamente recomendado.

Título em português: Confissões

Direção: Tetsuya Nakashima
Roteiro: Tetsuya Nakashima (baseado no livro de Kanae Minato)
Elenco: Takako Matsu, Yoshino Kimura, Masaki Okada, Yukito Nishii, Kaoru Fujiwara, Ai Hashimoto, Hirofumi Arai, Makiya Yamaguchi, Ikuyo Kuroda, Mana Ashida, Soichiro Suzuki, Kinuwo Yamada, Kai Inowaki, Naoki Ichii.
País: Japão
Duração: 106 min.


Veja o trailer do filme aqui.


Filme: Parte1 e Parte2
(legendas em português PT-BR inclusas)


OBS: é necessário baixar as duas partes!

Senha[password]: realitefantastique.blogspot.com


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Kim Bok-Nam Salinsageonui Jeonmal (2010)

("Bedevilled")

Hae-won, uma bem sucedida executiva de Seul, volta à vila onde morou quando pequena. Lá reencontra sua antiga amiga, Kim Bok-nam, que é tratada como um animal pelos homens e anciãs locais. Ha-won, presencia os maus tratos que a companheira sofre, e permanece indiferente à sua dor. Os abusos pioram até a inevitável tragédia acontecer. Então, Kim Bok-nam decide que é hora de dar o troco.

Mais do que um simples conto de vingança, o filme é um manifesto contra a opressão sofrida pelas mulheres, fato ainda mais evidente no oriente. Apesar de ser sua obra de estréia, Chul-soo Jang lida com maestria com o tema. Até pouco mais da metade do filme, nos deparamos não com um filme de horror sangrento, mas sim com um drama, sensível e lento, que vai se intensificando à medida que a violência toma conta das personagens.

A atuação de Yeong-hie Soo também é digna de nota, indo da inocência cômica ao desespero completo. O filme pode não ser o slasher cheio de adrenalina que muitos esperam, mas para quem está aberto a um enfoque mais social ao batido tema de vingança, essa é uma boa pedida.

Direção: Chul-soo Jang
Roteiro: Kwang-young Choi
Elenco: Yeong-hie Soo, Seong-won Ji, Jeong-hak Park, Ji-Eun Lee, Min-ho Hwang, Min Je.
País: Coréia do Sul
Duração: 116 min.


Veja o trailer do filme aqui.


Filme: Parte1 e Parte2
(legendas em português PT-BR inclusas)


OBS: é necessário baixar as duas partes!


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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Black Death (2010)

No ano de 1348, a peste bubônica arrasava a Inglaterra. Dezenas morriam diariamente em meio à sujeira e pobreza das vilas. Osmund (Eddie Redmayne) é um jovem monge que mantém uma relação amorosa secreta com uma garota fora do monastério. Quando guerreiros, enviados do bispo, aparecem na cidade procurando um guia para levá-los à uma vila de necromantes e bruxas, Osmund vê sua chance de reencontrar sua amada. Porém, acaba envolvido em um confronto violento entre cristãos e pagãos.

Apesar da pretensa ambientação histórica, o filme em nenhum momento passa realmente uma sensação de exatidão quanto a isso. Funciona muito melhor como um pequeno conto de fantasia medieval do que realmente como um drama histórico. Isso não quer dizer que a produção não esteja à altura. A bela fotografia e a violência excessivamente gráfica dos combates, dão credibilidade a obra. Aliás, a presença de Sean Bean parece obrigatória nos filmes do gênero, ultimamente.

A trama, que a princípio parece tomar caminhos nada originais de "soldados de Deus vs. pagãos malígnos" se torna mais difusa no seu decorrer. A idéia cristã, da violência justificada pela salvação, se perde ao notar-se que o fanatismo religioso de ambos os lados só traz crueldade e morte. É uma pena que o diretor não optou por desenvolver tanto as questões éticas e se ateve, em grande parte do filme, a um conflito maniqueísta. Mas mesmo tomando-se o filme apenas pelo que ele é, uma obra simples e direta, ele ainda agrada.

Título em português: Morte Negra

Direção: Christopher Smith
Roteiro: Dario Poloni
Elenco: Sean Bean, Kimberley Nixon, Eddie Redmayne, Carice van Houten, David Warner, Johnny Harris, Tim McInnerny, Emun Elliott, John Lynch, Andy Nyman, Tygo Gernandt.
País: Alemanha
Duração: 98 min


Veja o trailer legendado do filme aqui.


Filme: Parte1 e Parte2
(legendas em português PT-BR inclusas)


OBS: é necessário baixar as duas partes!


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terça-feira, 31 de agosto de 2010

The Brøken (2008)


Em uma tarde como outra qualquer, a radiologista Gina McVey tem uma visão das mais bizarras. Ela vê a si mesmo dirigindo um carro através do conturbado trânsito de Londres. Assustada e curiosa, ela segue sua sósia até um apartamento desconhecido, onde encontra fotos de sua própria família. Saindo de lá, sofre um sério acidente que a faz perder parte da memória. A partir daí, todas as certezas de Gina quanto à realidade começam a desabar.

Depois de uns problemas técnicos com a internet aqui, o blog está de volta. Apesar da premissa tentadora e de uma bela ambientação, o desenvolvimento, ao meu ver, deixa muito a desejar. O ritmo lento e o roteiro simplista também não ajudam em nada. De qualquer forma, chama atenção pela idéia meio assustadora com que lida a trama e pela bela fotografia.

Acredito que o filme perdeu um pouco de espaço por ser lançado na mesma época de Mirrors, que conta com tema similar e uma produção muito mais cara - apesar de ser bem medíocre também. De qualquer forma, é uma incursão válida do diretor de Cashback pelo mundo do horror.


Direção: Sean Ellis
Roteiro: Sean Ellis
Elenco: Lena Headey, Ulrich Thomsen, Melvil Poupaud, Michelle Duncan, Asier Newman, Richard Jenkins, Daren Elliott Holmes, Howard Ward, Damien O'Hare.
País: Inglaterra e França
Duração: 93 minutos



Veja o trailer do filme aqui.



Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)





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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Körkarlen (1921)

Uma antiga lenda diz que a última pessoa a morrer na véspera do ano novo passará o próximo ano a fazer o trabalho do Ceifador, coletando as almas dos mortos. David Holm - interpretado pelo próprio diretor - é um alcoólatra sem salvação que acaba nessa ingrata tarefa. A enfermeira Edit, em seu leito de morte, tem apenas um desejo: rever David, que agora já não está entre os vivos. Quando David recebe a visita do Ceifador anterior, este lhe mostra todo seu passado de maldades e ingratidão.

Baseado em um romance da ganhadora do Nobel, Selma Lagerlöf, Körkarlen é também reconhecido por ser uma das principais influências do mestre Ingmar Bergman. A técnica de flashbacks dentro de flashbacks e o protagonista assistindo aos erros de seu próprio passado lembra bastante outro clássico da literatura, já várias vezes adaptado para o cinema - A Christmas Carol, de Charles Dickens. O uso da dupla exposição para representar as almas também funciona perfeitamente aqui, acrescentando muito mais ambientação a uma história com toques já bastante macabros. Apesar de óbvios hoje em dia, há 90 anos atrás esses efeitos eram de grande impacto e de complexa execução.

Mesmo com o tom excessivamente moralista da obra, Körkarlen se destaca nesses primórdios do cinema. Sjöström não apenas traz inovações técnicas narrativas e visuais, mas prima por uma sinceridade e realismo no tratamento de temas sociais. Diferentemente das obras norte-americanas da época, que ainda se encantavam com seus épicos racistas sentimentalóides, o cinema sueco começava a ganhar notoriedade no mundo com sua preocupação com questões da natureza humana. Uma das grandes obras do cinema mudo, sem dúvida.

Título em português: A Carruagem Fantasma

Direção: Victor Sjöström
Roteiro: Victor Sjöström (baseado no romance de Selma Lagerlöf)
Elenco: Victor Sjöström, Hilda Borgström, Tore Svennberg, Astrid Holm, Concordia Selander, Lisa Lundholm, Tor Weijden, Einar Axelsson.
País: Suécia
Duração: 93 minutos.




Veja trechos do filme aqui.




Filme: Megaupload
(legendas em PT-BR inclusas)



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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vynian (2008)

Um casal sofre para tentar superar a dor do desaparecimento do filho durante um tsunami na Tailândia. Na apresentação de um documentário sobre a pobreza na Birmânia, Jeanne Bellmer se convence de que uma criança que aparece rapidamente em uma das cenas do filme é seu filho. Sua determinação em achá-lo a leva, junto de seu marido, a uma busca às cegas por entre a selva e pobres vilarejos espalhados pelo litoral asiático. A esperança de um dia reaver a criança se transforma gradualmente em uma obsessão desesperada.

Vendido como um filme de horror, a obra da diretora belga Fabrice du Welz é muito mais um drama psicológico com fortes nuâncias sexuais. Mas não se engane, mesmo sem a típica tensão do gênero esse é um filme pesado. O desespero da mãe pela perda do filho é algo que beira a loucura e não foi suavizado para que o espectador simpatize com a protagonista. O rítmo é lento e o trabalho de câmera visa um toque realista, dando ao filme um ar mais "art-house". É inevitável a associação com Apocalypse Now, tanto pelo cenário, quanto pelas cenas simbólicas, que aqui muitas vezes são usadas para passar uma sensação de estranheza (às vezes até exagerando na dose).

Vale ressaltar também de que apesar de sua personagem ser quase insuportável, Emmanuelle Béart faz um belo trabalho no papel da mãe. Realmente não é um típico filme de horror, e não recomendaria a qualquer um. Mas vale a pena se você procura por algo mais profundo e exótico.


Direção: Fabrice du Welz
Roteiro: Oliver Blackburn, Fabrice du Welz e David Greig
Elenco: Emmanuelle Béart, Rufus Sewell, Petch Osathanugrah, Julie Dreyfus, Amporn Pankratok, Josse de Pauw.
País: França, Bélgica, Inglaterra e Austrália
Duração: 96 minutos



Veja o trailer do filme aqui.

Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)







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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

May (2002)

May nasceu para ser ignorada pelo mundo. Seu olho "preguiçoso" desde cedo assustava as outras crianças, o que resultou em uma infância solitária e triste. Sua melhor amiga, até mesmo depois de adulta, era a boneca que sua mãe lhe deu e que não poderia jamais ser tirada de dentro da caixa de vidro em que veio. A narrativa direta e objetiva conta a história de uma May crescida que, não tendo aprendido a se relacionar com ninguém quando pequena, sofre ao se apaixonar pelas mãos de um jovem diretor de filmes de horror. Enquanto isso, acompanhamos o seu dia-a-dia comum, tornado bizarro por sua timidez excessiva e seus gostos estranhos.

Até mais da metade do filme, tudo não passa de uma história trágicômica que cativa pela simplicidade das situações que vão ficando, com o tempo, mais tristes e desesperadoras para a protagonista. Definitivamente não é um filme para todos os gostos. Drama, comédia e horror se mesclam de uma maneira sutil e natural. Provavelmente não vai agradar à quem espera um horror cru e ultraviolento, já que mesmo com algumas cenas bem "gore", o filme brilha mesmo por seu tom de fantasia. A diferença é que aqui, apesar do tom leve de alguns momentos, as frustrações e angústias da protagonista são tratados de forma séria, intensificando a sensação de estranheza.

Angela Bettis tem uma atuação primorosa como a problemática May... o que é essencial para a história funcionar. Belos toques como as referências a Argento e a outros temas clássicos do horror; a maneira "descontraída" com que o filme lida com a violência e a solidão; e o final sensacional dão à essa recontagem improvável da história de Mary Shelley, um genuíno status cult. Transpondo regras previamente definidas, é recomendado a todos com um gosto pelo bizarro.

Título em português: May - Obsessão Assassina

Direção: Lucky McKee
Roteiro: Lucky McKee
Elenco: Angela Bettis, Jeremy Sisto, Anna Faris, James Duval, Nichole Hiltz, Kevin Gage, Merle Kennedy, Chandler Riley Hecht, Rachel David, Nora Zehetner, Will Estes, Roxanne Day, Samantha Adams, Brittney Lee Harvey.
País: EUA
Duração: 93 minutos


Assista ao trailer do filme aqui


Filme: Megaupload
(legendas em português PT-BR inclusas)

Senha: realitefantastique.blogspot.com